Como proteger citrinos e abacateiros antes que o verão cause danos
Recomendação Técnica para Junho

Quem trabalha com citrinos ou abacateiros no sul do país conhece bem o cenário: chegam as primeiras ondas de calor de maio e junho, e com elas aumenta a queda fisiológica de frutos, as manchas de escaldão na epiderme e as árvores com sinais claros de stress. O que nem sempre é evidente é o que está a acontecer dentro da planta e porquê.
João Costa, investigador especializado em citrinos e abacateiros, assina esta Recomendação Hubel Verde de junho, dedicada às estratégias de mitigação do stress térmico e hídrico nestas culturas.
“Sob temperaturas extremas e défice hídrico, a planta ativa mecanismos hormonais associados à senescência e à queda fisiológica dos frutos“, explica João Costa.
Em termos práticos: sob calor extremo, a planta aumenta a produção de etileno e ácido abscísico, hormonas que sinalizam stress e podem provocar queda prematura de frutos, danos na epiderme e perdas significativas de rendimento. Este momento crítico coincide precisamente com o pós-vingamento e o crescimento inicial do fruto, quando a árvore está no pico de exigência fisiológica.
A janela para intervir é curta. E começa antes dos sintomas aparecerem.
Gestão hídrica: a primeira linha de defesa
Antes de qualquer estratégia complementar, a rega continua a ser o principal fator de mitigação do stress.
“Em condições de calor extremo, pequenas flutuações hídricas podem traduzir-se rapidamente em stress fisiológico“, sublinha João Costa.
A programação de rega deve cobrir as necessidades reais da cultura, sem oscilações bruscas no potencial hídrico do solo. A fertirrega deve acontecer nos períodos de menor calor, pois aplicar adubos a meio do dia aumenta a pressão osmótica na rizosfera e dificulta a absorção de água exatamente quando a planta mais precisa dela.
Em picos de calor extremo, regas curtas de conforto ajudam a reduzir a desidratação da planta nas horas mais críticas, com impacto real no estado fisiológico da árvore.
Osmorregulação: ajudar a planta a reter água
Quando a planta entra em stress hídrico, uma das principais dificuldades é manter a turgescência celular, ou seja, manter as células hidratadas e funcionais.
O Vegetal B60, à base de Glicina Betaína, atua como osmorregulador, permitindo às células manter água e funcionalidade mesmo sob condições exteriores adversas.
“O objetivo não é apenas reduzir o impacto do calor, mas permitir que a planta continue fisiologicamente ativa“, refere João Costa.
A aplicação deve ser preventiva, nos dias que antecedem uma onda de calor, com uma persistência de cerca de 15 dias. Aplicar depois dos sintomas é reagir tarde demais.

O escaldão não é inevitável
O escaldão solar é uma das principais causas de desvalorização comercial em citrinos e abacates, e é também uma das mais evitáveis.
A radiação intensa provoca danos foto-oxidativos na epiderme do fruto, que compromete qualidade e aspeto visual. O Sugarplex Reflexo, formulado com zinco e sorbitol, responde a este problema de forma sistémica: o zinco reduz os danos oxidativos causados pela radiação; o sorbitol facilita o transporte rápido do nutriente para o fruto, via floema, com elevada eficiência de translocação.
Frutos sem escaldão mantêm integridade, melhor conservação pós-colheita e maior valor de mercado.
Silício: barreira física contra a radiação e o calor
O Silprotect, à base de Ácido Ortossilícico de elevada biodisponibilidade, deposita silício na cutícula cria uma barreira que filtra radiação infravermelha e ultravioleta, reduz a temperatura foliar e limita a perda de água pela superfície da folha, uma fonte de desidratação que muitas vezes passa despercebida.
“Contribui ainda para melhorar o funcionamento estomático e preservar a eficiência fotossintética em condições de luminosidade extrema“, explica João Costa.
Proteger o que já está na árvore
Em anos de calor extremo, muitas vezes a diferença não está em produzir mais — está em conseguir proteger aquilo que já está na árvore.
Vegetal B60 prepara a célula, Sugarplex Reflexo protege o fruto, Silprotect cria a barreira física. Três intervenções complementares que, aplicadas no momento certo e assentes numa rega bem calibrada, podem fazer a diferença entre uma campanha comprometida e uma colheita dentro do esperado.
Antecipar períodos críticos e atuar preventivamente é hoje parte integrante de uma estratégia técnica séria em citrinos e abacateiros.
Se pretende ajustar estas estratégias à realidade da sua exploração, a equipa da Hubel Verde está disponível para acompanhar no campo.


